Nós
ouvimos falar de depressão em todos os lugares, na televisão, igreja, trabalho
etc.. 10% da população mundial já tiveram depressão, 60% não fazem tratamento e
apenas 50% são diagnosticados corretamente.
No decorrer da vida cada um de nós conhecemos pelo
menos 1 pessoa que já teve depressão. E Nossa família “Brito” infelizmente não
está livre desse mal, é algo que tem afetado a nossa estrutura como pessoas,
diante deste problema não sabemos o que fazer, o que falar, como ajudar;
por isso que sendo filha de uma pessoa portadora do Transtorno bipolar
que esta em fase de depressão há 2 anos irei tentar compartilhar, demonstrar e
explicar, de uma maneira simples e fácil entendimento para todos entenderem.
Dentro da nossa família, temos minha mãe, a tia
Hilda, como os casos mais graves, mas pesquisando percebi que mais pessoas da
família teve pelo menos 1 episódio de depressão na vida. A pergunta que
muitos fazem é : É hereditário? Sim, infelizmente pessoas da mesma família,
irmão, filhos, tem até 50 % de chances de adquirir a doença depressiva.
Até certo ponto todas as pessoas correm o risco
de ter a doença depressiva ao longo da vida, não importa se é rico ou pobre,
jovem ou velho, existe a predisposição e ela pode esta associada a outros
fatores externos, ex: separação, luto, perdas.
A ciência explica causas diversas, fatores
orgânicos, álcool, drogas, cognitivo, pessoas que vivem nos asilos para idosos
correm grande risco. As pessoas que estão com a depressão mais prolongada, como
é o caso da minha mãe, ninguém conhece as causas ao certo, algo pode haver desencadeado,
algumas pessoas desenvolvem a doença durante uma grande adversidade,
outras desenvolvem quando tudo parece esta indo bem na vida.
Algumas características de nossa personalidade também
podem nós tornar mais vulnerável a depressão, como por exemplo, se você se
critica muito, e tem uma atitude pessimista diante da vida ou depende excessivamente dos outros, pode ter mais
tendência a depressão do que pessoas otimistas e despreocupadas.
Existe variações de depressão, minha mãe tem a
depressão bipolar ou distúrbio bipolar, a pessoa vive de extremos, quando
acontece algum evento que desencadeia como o que ocorreu com ela, a pessoa
oscila entre os dois extremos, tristeza e euforia, no caso da minha mãe,
começou com uma grande euforia, que parece uma alegria sem tamanho, uma
necessidade de falar, de gastar de autoconfiança.
E este episódio de euforia, pode parecer engraçado, mas
não é nada legal ! só quem convive sabe o quanto é difícil viver com uma pessoa
assim, que não sabe diferenciar o mundo imaginário do mundo real. Depois a fase
da depressão pode ser mais profunda, podendo durar semanas meses o e até mesmo
anos.
Mas esta depressão de longo prazo pode ser
evitada com tratamentos, pesquisam mostram que pessoas que buscaram logo um
tratamento tiveram resultado positivos no 1 mês.
Isto requer paciência, compreensão, pois a
pessoa depressiva precisa ter a consciência de que precisa de ajuda, ela deve
dar o primeiro passo.
Todos nós demovemos cuidar da nossa saúde física e
mental, não estou aqui querendo fazer todos entender que este mal está sobre
nossa família e não temos por onde escapar, NÃO!, Pelo contrário, isto nos
motiva a aprender mais a respeito dessa doença e permanecer alerta, o fato de
conhecer os riscos pode nos ajudar a vencer este mau.
Muitas pessoas
neste momento estão passando por momentos muito difíceis, dentro de casa com
algum parente, dentro dos hospitais psiquiátricos, etc, a doença mental é uma
coisa muito séria, já ouvir alguém dizer que preferia ter câncer a uma doença
mental, pois o câncer é físico, e a pessoa tem consciência de seus atos, chega
a ser duro pensar assim.
Alguns
acreditam na hereditariedade, outros na maldição familiar, outros como um
problema espiritual, seja o que for, temos que acreditar e pensar no melhor
para nós, buscar o melhor, creio que todos os que estão lendo este artigo
acreditam em Deus, e é nele que esperamos para resolver as coisas mais impossíveis.
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