quarta-feira, 31 de julho de 2013

Depressão, o mal que assola nossa família

 Nós ouvimos falar de depressão em todos os lugares, na televisão, igreja, trabalho etc.. 10% da população mundial já tiveram depressão, 60% não fazem tratamento e apenas 50% são diagnosticados corretamente. 
No decorrer da vida cada um de nós conhecemos pelo menos 1 pessoa que já teve depressão. E Nossa família “Brito” infelizmente não está livre desse mal, é algo que tem afetado a nossa estrutura como pessoas, diante deste problema não sabemos o que fazer, o que falar, como ajudar;  por isso que sendo filha de uma pessoa portadora do Transtorno bipolar que esta em fase de depressão há 2 anos irei tentar compartilhar, demonstrar e explicar, de uma maneira simples e fácil entendimento para todos entenderem.
 Dentro da nossa família, temos minha mãe, a tia Hilda, como os casos mais graves, mas pesquisando percebi que mais pessoas da família teve pelo menos 1 episódio de depressão na vida.  A pergunta que muitos fazem é : É hereditário? Sim, infelizmente pessoas da mesma família, irmão, filhos, tem até 50 % de chances de adquirir a doença depressiva.
 Até certo ponto todas as pessoas correm o risco de ter a doença depressiva ao longo da vida, não importa se é rico ou pobre, jovem ou velho, existe a predisposição e ela  pode esta associada a outros fatores externos, ex: separação, luto, perdas.
 A ciência explica causas diversas, fatores orgânicos, álcool, drogas, cognitivo, pessoas que vivem nos asilos para idosos correm grande risco. As pessoas que estão com a depressão mais prolongada, como é o caso da minha mãe, ninguém conhece as causas ao certo, algo pode haver desencadeado,  algumas pessoas desenvolvem a doença durante uma grande adversidade, outras desenvolvem quando tudo parece esta indo bem na vida.
Algumas características de nossa personalidade também podem nós tornar mais vulnerável a depressão, como por exemplo, se você se critica muito, e tem uma atitude pessimista diante da vida  ou depende  excessivamente dos outros, pode ter mais tendência a depressão do que pessoas otimistas e despreocupadas.
 Existe variações de depressão, minha mãe tem a depressão bipolar ou distúrbio bipolar, a pessoa vive de extremos, quando acontece algum evento que desencadeia como o que ocorreu com ela, a pessoa oscila entre os dois extremos, tristeza e euforia, no caso da minha mãe, começou com uma grande euforia, que parece uma alegria sem tamanho, uma necessidade de falar, de gastar de autoconfiança.
E este episódio de euforia, pode parecer engraçado, mas não é nada legal ! só quem convive sabe o quanto é difícil viver com uma pessoa assim, que não sabe diferenciar o mundo imaginário do mundo real. Depois a fase da depressão pode ser mais profunda, podendo durar semanas meses o e até mesmo anos.
 Mas esta depressão de longo prazo pode ser evitada com tratamentos, pesquisam mostram que pessoas que buscaram logo um tratamento tiveram resultado positivos no 1 mês.
 Isto requer paciência, compreensão, pois a pessoa depressiva precisa ter a consciência de que precisa de ajuda, ela deve dar o primeiro passo. 
Todos nós demovemos cuidar da nossa saúde física e mental, não estou aqui querendo fazer todos entender que este mal está sobre nossa família e não temos por onde escapar, NÃO!, Pelo contrário, isto nos motiva a aprender mais a respeito dessa doença e permanecer alerta, o fato de conhecer os riscos pode nos ajudar a vencer este mau.
 Muitas pessoas neste momento estão passando por momentos muito difíceis, dentro de casa com algum parente, dentro dos hospitais psiquiátricos, etc, a doença mental é uma coisa muito séria, já ouvir alguém dizer que preferia ter câncer a uma doença mental, pois o câncer é físico, e a pessoa tem consciência de seus atos, chega a ser duro pensar assim.
 Alguns acreditam na hereditariedade, outros na maldição familiar, outros como um problema espiritual, seja o que for, temos que acreditar e pensar no melhor para nós, buscar o melhor, creio que todos os que estão lendo este artigo acreditam em Deus, e é nele que esperamos para resolver as coisas mais impossíveis.


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